Salve amigos,
¿Todo bien?
Aqui estamos muito envergonhados… (rs)
Prometemos escrever sempre, mas, infelizmente falhamos! (rs)
Desde nossa ultima postagem, entramos em um ritmo alucinante e parecia que com quatro dias de viagem, já tinham uns dez.
Bem, vamos tentar contar um pouco do que vivemos até agora.
Hoje, estamos em Oruro e são 13h32, horário local.
CONFIRAM AS NOVAS POSTAGENS DE SANTA CRUZ, SUCRE E POTOSÍ ABAIXO!!!!
Não postamos fotos ainda porque não conseguimos descarregar as câmeras. Tentaremos colocar no próximo.
Estamos adorando os recados de vocês!!! Escrevam sempre, vamos tentar ser mais rápidos.
Hoje vamos a Cochabamba e em breve postaremos sobre Uyuni, Oruro e Cocha!
Como dizia o Zorro naquele antigo seriado:
Adíos amigos,
Besos
Thiago, Rachel e Pulga
Acima de tudo, grandes amigos!
Thiago e Rachel são casados, o Pulga, padrinho desse casamento.
Somos três mineiros em busca de conhecer o que há de melhor no mundo. Mochilão nas costas e pé na estrada!
Acompanhe nossas peripércias nas longínquas "Terras do Castomás"!
Hasta la vista
Thiago, Rachel, Pulga
Thiago e Rachel são casados, o Pulga, padrinho desse casamento.
Somos três mineiros em busca de conhecer o que há de melhor no mundo. Mochilão nas costas e pé na estrada!
Acompanhe nossas peripércias nas longínquas "Terras do Castomás"!
Hasta la vista
Thiago, Rachel, Pulga
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
POTOSÍ? POTOSÍ? - 01 e 02.02 - DOMINGO/SEGUNDA
POTOSÍ? POTOSÍ? - 01.02 - DOMINGO
Chegamos a POTOSÍ por volta de 21h30. A cidade é maravilhosa! Desembarcamos na PLAZA 10 DE NOVIEMBRE e fomos procurar, com auxílio dos nossos guias, um local para nos hospedarmos. Impressionante, como uma curta caminhada pode demorar e cansar com altitude de 4.200 metros, além das mochilas pesadas, é claro!
Chagamos ao La Casona Hostal. Lá tivemos contato com a primeira galera que fazia viagens parecidas com a nossa. Surpreendentemente o La Casona é fantástico! Muito bem estruturado e localizado e sem falar na ducha quente e com muita água.
A temperatura caiu rapidamente e acreditamos ter chegado a uns 7 graus.
Estávamos famintos e fomos à rua procurar um bom local pra comer. Tudo estava fechado e as ruas quase desertas. Subir e descer as ladeiras estava muito difícil. Quando já tínhamos desistido, no caminho de volta, encontramos uma lanchonete com a porta meio fechada. Resolvemos arriscar, nos demos bem!
A lanchonete era temática! Uma casa de jogos, mas, nada convencional! Os jogos eram todos de resistência. Como? Choque!! É.. Laser Shot que quem toma o tiro leva choque (rs) Quem tirar a mao do choque primeiro, perde! Coisas assim... Um sanduíche para cada um e boas risadas! Perfeito para o soturno fim de noite, tirando a coca-cola boliviana que é péssima!
POTOSÍ? POTOSÍ? -02.02 – SEGUNDA-FEIRA
O Pulga acordou com mal estar e náuseas, mas, depois de uma Soroche Pill e um chá de coca estava pronto para o que faríamos de melhor até então, a visitação em uma mina de prata ativa.
Acordamos as 08h00, realmente falta ar, nos preparamos para a excursão à mina que sairia as 09h30.
Fomos em um microônibus, até um local aonde deixaríamos nossas coisas. Levaríamos o mínimo necessário. Forneceram-nos botas de borracha, calças, jaquetas, capacete, lanterna e uma mochila aonde pudemos colocar câmeras e objetos de valor. Tudo estava imundo, é claro, mas, fazia parte da aventura.
Em seguida, fomos levados a uma rua onde fica o comércio dos mineiros. O Renan, nosso guia, explicou como funcionava a dinamite e como faziam para usá-la. Lá se pode comprar dinamite livremente por quatro bolivianos, pouco mais que um real! Sorte deles que não somos terroristas!!! (hehehe)
Compramos uma dinamite para dar de presente ao mineiros. Compramos também HOJAS DE COCA, para mascar. Segundo explicações do Renan, ela melhora a respiração, inibe a fome e a sede e espanta o cansaço físico. Deveríamos retirar o miolo e mastigar tudo em um lado só da boca formando um bolo. A cada quinze minutos deveríamos também mastigar junto um “catalisador”, que é péssimo, e segundo o Renan, este devolve o sabor das HOJAS.
Ah, aos nossos pais, chá e folha de coca não deixa ninguém doidão, viu??? (rs)
Em seguida fomos à mina. Renan explicou como deveríamos nos portar quanto à segurança. Caminhamos sobre os trilhos e muita lama. Ele disse que não deveríamos conversar porque precisava ouvir os sons da mina e, a qualquer hora, poderia vir em nossa direção um carrinho de ferro com os minerais, pesando uma tonelada.
Caminhamos a maior parte do tempo agachados por um percurso de uns 1.000 metros. Às vezes parávamos para descansar, mas, logo retomávamos o caminho. Era muito difícil de respirar, já que, alem da altitude havia muita poeira. A parte mais difícil consistia em subir um paredão de uns 8 metros com o auxilio de uma corda. Depois desse paredão paramos um pouco para descansar, conversar e dar os presentes aos mineiros que estavam descansando após o trabalho. Por lá ficamos cerca de uma hora e Renan explicou com detalhes como os mineiros vivem, quanto ganham, como o governo não os apóia, etc.. É sem duvida um trabalho árduo que, temos certeza, se pudessem fariam outra coisa. Entre eles, conversam na maioria do tempo em Quéchua, um idioma de origem incaica. Eles mascam folhas de coca como comemos pipoca no cinema, ou seja, uma atrás da outra. As bochechas chegam a ficar deformadas. A maioria dos bolivianos tem dentes estragados e, nos chamou atenção, um dos mineiros que tinha seis dentes da frente de ouro. Feio demais! Ah, nesse momento a barriga da Rachel roncava de tal forma que as outras pessoas do grupo que nos acompanhava devem ter pensado que havia um urso ou dragão lá dentro!! Disse que era fome. Talvez não tivesse mascado tantas folhas de coca como os mineiros..rs
Os mineiros cultuam o diabo que chamam de EL TÍO. Ele é o protetor das minas e é para ele que pedem graças e prosperidade. Cada mina tem uma imagem do Tio e nela, a cada semana, os grupos de mineiros passam pra colocar um cigarro na sua boca jogar folhas de coca em suas mãos e pés. Ainda nas mãos fica uma garrafinha de álcool 96% (tipo aquele nosso álcool de cozinha). Sempre que visitam o Tio ainda tomam um trago desse álcool. Ainda vale ressaltar duas coisas, o tio tem um pinto gigante que fica a mostra e outra coisa, quando eles querem uma graça muito grande, principalmente ligada a dinheiro, fazem oferendas ao Tio, enterrando aos seus pés, fetos de LLAMA.
Tudo isso que dissemos é pouco e não encontramos palavras pra explicar a sensação que tivemos ao visitar a mina. Fantástico! O mais interessante é que não é nada preparado para turistas, ou seja, tudo acontece como se não estivéssemos lá e o mesmo serve para descrever a estrutura.
Voltamos à cidade umas 15h30. Por ser segunda-feira, nada fazia lembrar a tranqüilidade e a paz do dia que chegamos. O trânsito é caótico e não sabemos de onde surgiu tanta gente. Comemos um lanche péssimo na Confeitaria Santa Clara.
Mais tarde saímos para jantar e comemos uma autêntica carne de Llama ao molho de ervas. Muito boa! Tomamos também a Cerveja Potosína de um litro, tradicional por aqui. Ah, quase todas as bebidas são quentes eles não tem hábito de colocar gelo nas coisas. Servem drinques a base de café frio e coca-cola, sucos e cerveja quentes.
Conhecemos muitas pessoas de outros países e pegamos vários contatos para quando quisermos visitar a França ou outros lugares.
No dia seguinte acordamos, o Pulga foi visitar o MUSEO CASA DE LA MONEDA e fez belas fotos. Em seguida fomos para o terminal rodoviário aonde pegaríamos o ônibus para o Uyuni, outra aventura fantástica que contaremos no próximo post.
Castomás, achamos que deve ter algum parente próximo seu por aqui. O Renan parecia seu tio, verás nas fotos!!! (rs)
Chegamos a POTOSÍ por volta de 21h30. A cidade é maravilhosa! Desembarcamos na PLAZA 10 DE NOVIEMBRE e fomos procurar, com auxílio dos nossos guias, um local para nos hospedarmos. Impressionante, como uma curta caminhada pode demorar e cansar com altitude de 4.200 metros, além das mochilas pesadas, é claro!
Chagamos ao La Casona Hostal. Lá tivemos contato com a primeira galera que fazia viagens parecidas com a nossa. Surpreendentemente o La Casona é fantástico! Muito bem estruturado e localizado e sem falar na ducha quente e com muita água.
A temperatura caiu rapidamente e acreditamos ter chegado a uns 7 graus.
Estávamos famintos e fomos à rua procurar um bom local pra comer. Tudo estava fechado e as ruas quase desertas. Subir e descer as ladeiras estava muito difícil. Quando já tínhamos desistido, no caminho de volta, encontramos uma lanchonete com a porta meio fechada. Resolvemos arriscar, nos demos bem!
A lanchonete era temática! Uma casa de jogos, mas, nada convencional! Os jogos eram todos de resistência. Como? Choque!! É.. Laser Shot que quem toma o tiro leva choque (rs) Quem tirar a mao do choque primeiro, perde! Coisas assim... Um sanduíche para cada um e boas risadas! Perfeito para o soturno fim de noite, tirando a coca-cola boliviana que é péssima!
POTOSÍ? POTOSÍ? -02.02 – SEGUNDA-FEIRA
O Pulga acordou com mal estar e náuseas, mas, depois de uma Soroche Pill e um chá de coca estava pronto para o que faríamos de melhor até então, a visitação em uma mina de prata ativa.
Acordamos as 08h00, realmente falta ar, nos preparamos para a excursão à mina que sairia as 09h30.
Fomos em um microônibus, até um local aonde deixaríamos nossas coisas. Levaríamos o mínimo necessário. Forneceram-nos botas de borracha, calças, jaquetas, capacete, lanterna e uma mochila aonde pudemos colocar câmeras e objetos de valor. Tudo estava imundo, é claro, mas, fazia parte da aventura.
Em seguida, fomos levados a uma rua onde fica o comércio dos mineiros. O Renan, nosso guia, explicou como funcionava a dinamite e como faziam para usá-la. Lá se pode comprar dinamite livremente por quatro bolivianos, pouco mais que um real! Sorte deles que não somos terroristas!!! (hehehe)
Compramos uma dinamite para dar de presente ao mineiros. Compramos também HOJAS DE COCA, para mascar. Segundo explicações do Renan, ela melhora a respiração, inibe a fome e a sede e espanta o cansaço físico. Deveríamos retirar o miolo e mastigar tudo em um lado só da boca formando um bolo. A cada quinze minutos deveríamos também mastigar junto um “catalisador”, que é péssimo, e segundo o Renan, este devolve o sabor das HOJAS.
Ah, aos nossos pais, chá e folha de coca não deixa ninguém doidão, viu??? (rs)
Em seguida fomos à mina. Renan explicou como deveríamos nos portar quanto à segurança. Caminhamos sobre os trilhos e muita lama. Ele disse que não deveríamos conversar porque precisava ouvir os sons da mina e, a qualquer hora, poderia vir em nossa direção um carrinho de ferro com os minerais, pesando uma tonelada.
Caminhamos a maior parte do tempo agachados por um percurso de uns 1.000 metros. Às vezes parávamos para descansar, mas, logo retomávamos o caminho. Era muito difícil de respirar, já que, alem da altitude havia muita poeira. A parte mais difícil consistia em subir um paredão de uns 8 metros com o auxilio de uma corda. Depois desse paredão paramos um pouco para descansar, conversar e dar os presentes aos mineiros que estavam descansando após o trabalho. Por lá ficamos cerca de uma hora e Renan explicou com detalhes como os mineiros vivem, quanto ganham, como o governo não os apóia, etc.. É sem duvida um trabalho árduo que, temos certeza, se pudessem fariam outra coisa. Entre eles, conversam na maioria do tempo em Quéchua, um idioma de origem incaica. Eles mascam folhas de coca como comemos pipoca no cinema, ou seja, uma atrás da outra. As bochechas chegam a ficar deformadas. A maioria dos bolivianos tem dentes estragados e, nos chamou atenção, um dos mineiros que tinha seis dentes da frente de ouro. Feio demais! Ah, nesse momento a barriga da Rachel roncava de tal forma que as outras pessoas do grupo que nos acompanhava devem ter pensado que havia um urso ou dragão lá dentro!! Disse que era fome. Talvez não tivesse mascado tantas folhas de coca como os mineiros..rs
Os mineiros cultuam o diabo que chamam de EL TÍO. Ele é o protetor das minas e é para ele que pedem graças e prosperidade. Cada mina tem uma imagem do Tio e nela, a cada semana, os grupos de mineiros passam pra colocar um cigarro na sua boca jogar folhas de coca em suas mãos e pés. Ainda nas mãos fica uma garrafinha de álcool 96% (tipo aquele nosso álcool de cozinha). Sempre que visitam o Tio ainda tomam um trago desse álcool. Ainda vale ressaltar duas coisas, o tio tem um pinto gigante que fica a mostra e outra coisa, quando eles querem uma graça muito grande, principalmente ligada a dinheiro, fazem oferendas ao Tio, enterrando aos seus pés, fetos de LLAMA.
Tudo isso que dissemos é pouco e não encontramos palavras pra explicar a sensação que tivemos ao visitar a mina. Fantástico! O mais interessante é que não é nada preparado para turistas, ou seja, tudo acontece como se não estivéssemos lá e o mesmo serve para descrever a estrutura.
Voltamos à cidade umas 15h30. Por ser segunda-feira, nada fazia lembrar a tranqüilidade e a paz do dia que chegamos. O trânsito é caótico e não sabemos de onde surgiu tanta gente. Comemos um lanche péssimo na Confeitaria Santa Clara.
Mais tarde saímos para jantar e comemos uma autêntica carne de Llama ao molho de ervas. Muito boa! Tomamos também a Cerveja Potosína de um litro, tradicional por aqui. Ah, quase todas as bebidas são quentes eles não tem hábito de colocar gelo nas coisas. Servem drinques a base de café frio e coca-cola, sucos e cerveja quentes.
Conhecemos muitas pessoas de outros países e pegamos vários contatos para quando quisermos visitar a França ou outros lugares.
No dia seguinte acordamos, o Pulga foi visitar o MUSEO CASA DE LA MONEDA e fez belas fotos. Em seguida fomos para o terminal rodoviário aonde pegaríamos o ônibus para o Uyuni, outra aventura fantástica que contaremos no próximo post.
Castomás, achamos que deve ter algum parente próximo seu por aqui. O Renan parecia seu tio, verás nas fotos!!! (rs)
SUCRE -01.02 - DOMINGO
Chegamos ao aeroporto e resolvemos tomar um taxi até o terminal rodoviário. Não pernoitaríamos em SUCRE, por isso, deixamos as malas no guarda-volumes. O clima estava agradável!
De lá, tomamos um ônibus até a PLAZA 25 DE MAYO. A praça tem construções belíssimas, estava extremamente tranqüila e vazia por tratar-se de um domingo. Fizemos várias fotos interessantes! Ah, inesperadamente quando estávamos bem no meio da praça a Rachel foi atingida por um balão cheio dágua. Não sabíamos o motivo, mas ficamos revoltados, deu vontade de bater em um alemão idiota que supúnhamos ser o autor da “obra”. Aos poucos fomos percebendo que outras pessoas também estavam fazendo o mesmo... Estranho?!
Ao sairmos da praça o Pulga viu que alguém, em um carro que passava, iria acertar outro balão em um casal que passava. A reação dele foi simples: Gritou: Cuidado! Cuidado! O casal não entendeu nada. Ah, o detalhe da história é que as crianças que estavam no carro também tinham reservado uma surpresa pra ele. Pulga foi o atingido!
Não entendendo o que acontecia, saímos da praça em sentido ao supermercado. Lá, encontramos o Melo, preparador físico do Palmeiras, que jogaria com o saudoso Real Potosí na quarta-feira. A delegação estava se aclimatando a altitude. Muito solícito, conversamos um pouco e tiramos uma foto! Quanto ao supermercado era bacana, muitos produtos brasileiros! Um tanto quanto surpreendente!
Conversamos com um policial e perguntamos sobre a história dos balões d água e ele nos explicou que era uma brincadeira do pré-carnaval de lá. Ficamos um pouco mais conformados.
Ao retornarmos a praça foi a vez do Thiago ser atingido. Dessa vez, não por um balão, mas, por um jato d água bem na nuca (rs), daquelas metralhadoras que usávamos na infância.
De volta à praça encontramos um milhão de pessoas com balões, baldes, metralhadoras, nos carros, a pé... Um verdadeiro campo de batalha. Tratamos de conseguir um restaurante para almoçarmos e fugirmos da água. Conhecemos um garçom brasileiro com quem conversamos um pouco. O cara era de Corumbá e fazia faculdade de odontologia em Sucre, detalhe, o cara era meio banguelo. Ele nos atendeu bem, gente boa, Erik. Ah, a comida não foi nada boa!
Pegamos um taxi até o terminal rodoviário.
A altitude já começava a incomodar, afinal, estávamos a 2.750 metros. Compramos em uma farmácia as famosas e eficientes “Soroche Pills” ou pílulas que combatem o efeito do “mal da altitude”.
Em Sucre já encontramos os primeiros parentes distantes do Castomás e algumas CHOLAS.
Pelo horário (eram cerca de 18h30) e pelo conforto, decidimos ir até Potosí de taxi. A diferença financeira era desconsiderável. A temperatura caiu rapidamente e já incomodava!
A estrada era até boa, asfaltada e tudo, mas, só subia. No taxi passou um filme horrível do Jackie Chan dublado em espanhol! (rs)
De lá, tomamos um ônibus até a PLAZA 25 DE MAYO. A praça tem construções belíssimas, estava extremamente tranqüila e vazia por tratar-se de um domingo. Fizemos várias fotos interessantes! Ah, inesperadamente quando estávamos bem no meio da praça a Rachel foi atingida por um balão cheio dágua. Não sabíamos o motivo, mas ficamos revoltados, deu vontade de bater em um alemão idiota que supúnhamos ser o autor da “obra”. Aos poucos fomos percebendo que outras pessoas também estavam fazendo o mesmo... Estranho?!
Ao sairmos da praça o Pulga viu que alguém, em um carro que passava, iria acertar outro balão em um casal que passava. A reação dele foi simples: Gritou: Cuidado! Cuidado! O casal não entendeu nada. Ah, o detalhe da história é que as crianças que estavam no carro também tinham reservado uma surpresa pra ele. Pulga foi o atingido!
Não entendendo o que acontecia, saímos da praça em sentido ao supermercado. Lá, encontramos o Melo, preparador físico do Palmeiras, que jogaria com o saudoso Real Potosí na quarta-feira. A delegação estava se aclimatando a altitude. Muito solícito, conversamos um pouco e tiramos uma foto! Quanto ao supermercado era bacana, muitos produtos brasileiros! Um tanto quanto surpreendente!
Conversamos com um policial e perguntamos sobre a história dos balões d água e ele nos explicou que era uma brincadeira do pré-carnaval de lá. Ficamos um pouco mais conformados.
Ao retornarmos a praça foi a vez do Thiago ser atingido. Dessa vez, não por um balão, mas, por um jato d água bem na nuca (rs), daquelas metralhadoras que usávamos na infância.
De volta à praça encontramos um milhão de pessoas com balões, baldes, metralhadoras, nos carros, a pé... Um verdadeiro campo de batalha. Tratamos de conseguir um restaurante para almoçarmos e fugirmos da água. Conhecemos um garçom brasileiro com quem conversamos um pouco. O cara era de Corumbá e fazia faculdade de odontologia em Sucre, detalhe, o cara era meio banguelo. Ele nos atendeu bem, gente boa, Erik. Ah, a comida não foi nada boa!
Pegamos um taxi até o terminal rodoviário.
A altitude já começava a incomodar, afinal, estávamos a 2.750 metros. Compramos em uma farmácia as famosas e eficientes “Soroche Pills” ou pílulas que combatem o efeito do “mal da altitude”.
Em Sucre já encontramos os primeiros parentes distantes do Castomás e algumas CHOLAS.
Pelo horário (eram cerca de 18h30) e pelo conforto, decidimos ir até Potosí de taxi. A diferença financeira era desconsiderável. A temperatura caiu rapidamente e já incomodava!
A estrada era até boa, asfaltada e tudo, mas, só subia. No taxi passou um filme horrível do Jackie Chan dublado em espanhol! (rs)
SANTA CRUZ DE LA SIERRA - 31.01 - SÁBADO
Ainda em Santa Cruz, ao sairmos da lanhouse, fomos até a praça 24 de Setembro como havíamos dito.
Impressionante!!! Coincidência ou não, a praça que, diga-se de passagem, é maravilhosa à noite, estava movimentada em função de um pré-carnaval. (Depois descobrimos que este pré-carnaval, é tradição na Bolívia)
Fizemos muitas fotos bacanas, a BASÍLICA MAYOR DE SAN LORENZO é belíssima! Conhecemos a CASA DE LA CULTURA de Santa Cruz que tinha uma exposição de arte muito massa!
Santa Cruz realmente não se parece com as demais cidades da Bolívia. Com muita influência espanhola, as pessoas, em geral, têm traços mais finos e nada da cultura Quéchua. Ah, amigos solteiros, muita mulher!!
A população é totalmente contra o Evo. Na praça, havia banners e faixas de ordem contra o governo, herança do recente plebiscito.
Procurávamos um bar onde pudéssemos tomar uma cerveja gelada e comer algo, afinal, o dia seguinte seria árduo. Encontramos!! No quarto andar de um shopping, em frente à praça, havia um Pub muito bacana, parecia bar brasileiro e muito bem freqüentado. De lá, pudemos assistir ao desfile do pré-carnaval (diferente do Brasil, mas, interessante) e degustar a tradicional Corona, uma cerveja mexicana que nosso amigo Junger tanto tomou nos EUA.
No dia seguinte fomos ao aeroporto pegar um vôo sentido Sucre.
O aeroporto estava um caos e, a partir deste momento, começamos a perceber que a miséria boliviana não existe simplesmente por questões geográficas, mas, também pela educação ou falta dela de seu povo. As pessoas furam filas e querem levar vantagem sobre tudo e todos.
O vôo foi tranqüilo, o avião era grande, mas, não era novo. Nada que comprometesse os rápidos 40 minutos. Chegamos a Sucre às 13h40.
Ah, não podemos deixar de falar, no avião havia um “CHICO”, de uns três ou quatro anos com su madre. Este menino ficou a viagem inteira brincando de falar nomes de cidades e países. Muito engraçado, a cada local, ele repetia Potosí e ria... Assim: Santa Cruz? Potosí? África? Potosí? Sucre? Potosí? Chile? Potosí? Potosí? Potosí? Potosí? ... Aff... Já viram né? Virou “a vinheta” da viagem!!
Impressionante!!! Coincidência ou não, a praça que, diga-se de passagem, é maravilhosa à noite, estava movimentada em função de um pré-carnaval. (Depois descobrimos que este pré-carnaval, é tradição na Bolívia)
Fizemos muitas fotos bacanas, a BASÍLICA MAYOR DE SAN LORENZO é belíssima! Conhecemos a CASA DE LA CULTURA de Santa Cruz que tinha uma exposição de arte muito massa!
Santa Cruz realmente não se parece com as demais cidades da Bolívia. Com muita influência espanhola, as pessoas, em geral, têm traços mais finos e nada da cultura Quéchua. Ah, amigos solteiros, muita mulher!!
A população é totalmente contra o Evo. Na praça, havia banners e faixas de ordem contra o governo, herança do recente plebiscito.
Procurávamos um bar onde pudéssemos tomar uma cerveja gelada e comer algo, afinal, o dia seguinte seria árduo. Encontramos!! No quarto andar de um shopping, em frente à praça, havia um Pub muito bacana, parecia bar brasileiro e muito bem freqüentado. De lá, pudemos assistir ao desfile do pré-carnaval (diferente do Brasil, mas, interessante) e degustar a tradicional Corona, uma cerveja mexicana que nosso amigo Junger tanto tomou nos EUA.
No dia seguinte fomos ao aeroporto pegar um vôo sentido Sucre.
O aeroporto estava um caos e, a partir deste momento, começamos a perceber que a miséria boliviana não existe simplesmente por questões geográficas, mas, também pela educação ou falta dela de seu povo. As pessoas furam filas e querem levar vantagem sobre tudo e todos.
O vôo foi tranqüilo, o avião era grande, mas, não era novo. Nada que comprometesse os rápidos 40 minutos. Chegamos a Sucre às 13h40.
Ah, não podemos deixar de falar, no avião havia um “CHICO”, de uns três ou quatro anos com su madre. Este menino ficou a viagem inteira brincando de falar nomes de cidades e países. Muito engraçado, a cada local, ele repetia Potosí e ria... Assim: Santa Cruz? Potosí? África? Potosí? Sucre? Potosí? Chile? Potosí? Potosí? Potosí? Potosí? ... Aff... Já viram né? Virou “a vinheta” da viagem!!
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