Acima de tudo, grandes amigos!
Thiago e Rachel são casados, o Pulga, padrinho desse casamento.

Somos três mineiros em busca de conhecer o que há de melhor no mundo. Mochilão nas costas e pé na estrada!

Acompanhe nossas peripércias nas longínquas "Terras do Castomás"!

Hasta la vista

Thiago, Rachel, Pulga

sábado, 14 de fevereiro de 2009

AGORA COM IMGENS!!!

Fala aê galera! Tudo bem?

Aqui tudo certo!! Um milhão de dias atrasados com o blog, mas, lutando contra o tempo!! RS

Antes de começar, gostaríamos apenas de enfatizar que o clima de Cocha foi tropical, quase como no Brasil. Praticamente o ultimo lugar “temperado” até chegarmos a Cuzco.
Hoje é dia 14.02, 17h e estamos em Ollantaybambo aguardando o trem que sairá as 20h30 com destino a Águas Calientes, para amanha irmos à Machu Picchu.

Ah, importante dizer que na maioria dos lugares que ficamos e tem TV, existe um canal que chama Retro. Passam clássicos muito engraçados, desenhos, seriados como a Mulher Biônica, os Chips e filmes, muitos filmes. Outro dia, Junger, assistimos ao filme do Pelé com o Stalone... Lembra do Didi??? “Mas, eu queria ver o filme do Pelé...” kkkkkkkkkk

NÃO DEIXEM DE VER O POST DE LA PAZ E AS FOTOS DE TODOS O LUGARES!!! ÉH.... ATUALIZAMOS!!
EM BREVE: COPACABANA, ILHA DO SOL, PUNO E CUZCO.
Saudades,
Thiago, Rachel e Pulga

LA PAZ – A CIDADE DAS BUZINAS – 07 A 09 DE FEVEREIRO – SÁBADO, DOMINGO E LUNES

07 de fevereiro - Sábado

Pois então, não é que chegamos a La Paz?

Caracas, que frio é esse??? Absurdo!!! Uma neblina fina pra completar...

Chegamos à rodoviária de La Paz as 06h. Um frio absurdo! Achamos que nenhum de nós já teria sentido um frio assim antes.

Aqui só tem gente de Jequitinhonha!!! Que isso?!!

A cidade é meio sombria, parece ter um ar de magia...

Dirigirmos-nos ao albergue que o André e nossos amigos argentinos tinham indicado, o Loki. Ao chegarmos, lotado! Depois de algumas pesquisas, fomos pra Calle Llampu,um lugar que tem vários hotéis e hostais. No sábado pela manhã parecia muito feio, realmente era. No meio do caos, o que nos parecia assustador e ótimo!!

Hospedados, fomos descobrir que estávamos bem onde La Paz acontece. Comércio, agências de turismo, gente, gente, gente, carros, vans, ônibus e BUZINAS, MUITAS BUZINAS!!!

Nesse dia, fomos a um restaurante típico de comida Boliviana. Interessante, mas, nada espetacular... Aproveitamos pra dar umas boas voltas pela bacanérrima Calle de Las Brujas. Lá pudemos observar além, das barracas de roupas, instrumentos musicais e muito artesanato as famosas barracas com produtos para “trabalhos”. Ervas (medicinais ou não), imagens, velas e outras tantas coisas, além é claro de fetos de llamas e sapos e tatus secos. RS

Pulga deu uma volta pela Catedral e o Museu de Arte de La Paz. Thiago e Rachel preferiram trocar a história por sentir o cotidiano da cidade que é ímpar.

Aproveitamos para agendar em uma das tantas agências os passeios pelas ruínas de Tiwanaku e pelo Chacaltaya, que aconteceriam nos dois próximos dias, respectivamente!

Saímos pra jantar a noite, uma bela pizza, com massa fina e crocante. Creiam! Ah, claro, regada a uma Paceña gelada, André!


08 de fevereiro - Domingo

A excursão saiu cedo rumo a Tiwanaku. Nosso guia era um cara gente finassa, Rolando e não Ronaldo, como ele disse... RS

No trajeto, pudemos conhecer um pouco da parte alta de La Paz. Outra cidade! As pichações faziam lembrar como a grande maioria da população de lá é pró Evo. Nenhuma construção é rebocada. Tudo alaranjado, lembra a mineira e horrorosa Manhuaçú!! Porém, em La Paz, uma coisa compensa a outra. Da janela da Van, conseguíamos observar o imponente Chacaltaya com o topo coberto de neve, lindo!

Chagando a Tiwanaku fomos há dois museus, muito legais! Tivemos uma verdadeira aula sobre essa sociedade pré-incaica. Impressionante como eram evoluídos!! Em seguida fomos às ruínas. A arquitetura é impressionante e a tecnologia, sem comentários. Eles manipulavam metal para fazer ferramentas e para soldar as pedras nas construções. As fotos dizem mais que tudo... Nossas opiniões são de 2 x 1. Dois acreditam na influência alienígena nessa civilização, outro, é mais cético e acredita na capacidade humana.

Saindo de lá, o Thiago, é claro, já havia descoberto que teria um jogo do Bolivar em La Paz e coincidência ou não, o Rolando era torcedor doente! Descoberto o horário do jogo, sabíamos que poderíamos chegar para ver o segundo tempo. Fomos, Thiago, Rachel e Rolando. Pulga preferiu passear pela Calle de las Brujas.

O jogo (Bolivar x San José) foi muito bacana, embora tecnicamente fraquíssimo! A torcida não se cala um minuto. Ficamos bem na torcida organizada do Bolivar, curva norte. Filmamos quase o segundo tempo todo. As comidas do estádio são fantásticas e terríveis... RS.. Não deu mesmo pra encarar! Terminou 2x1 para o Bolivar, saímos satisfeitos! Claro, foto com a bandeira do Galo no meio da torcida!

A noite, nós três aproveitamos pra fazer umas comprinhas e tomar umas no Hard Rock La Paz, isso mesmo!!! rs..


09 de fevereiro – Segunda-feira

Choveu durante toda a noite e ficamos sem luz por um tempo no Hostal.

Acordar cedo, uma tortura novamente! Vamos rumo ao Chacaltaya! Devidamente agasalhados, sabíamos que, quando chove em La Paz, neva no monte.

A estradinha era sinistra e a Van fazia as curvas que nem sabíamos como. Uma hora e meia de estrada ruim e c* na mão. A vista, deslumbrante! Lagoas verdes...

Comentário a parte, o guia chamava Fred. Um cara que não conhece o Brasil e, pudera, torcedor do Galo desde 1982. Massa demais! Sabia nome dos jogadores e ficou doido quando viu a bandeira!

Chegamos! 5.300 metros de altura! Neve! Falta ar! Tinha uma casa de apoio. Depois da casa, ainda devíamos fazer o restante a pé. Um trecho de 300m (correspondente a mais 100m de altura). Demoramos 45 minutos. No meio do caminho a neve aumentou e aumentou muito! Difícil subir, mas, não desistimos! Chegamos ao topo!

Na descida, a neve aumentou ainda mais... Claro que tomamos uns tombos!!! Depois, teve neguinho comendo neve, fazendo bundalelê, comendo neve e claro, cambalhota em homenagem a Mesa 1. Chegamos a casinha! Para nossa surpresa o Fred disse que a Van estava abaixo mais abaixo por causa da neve.

Depois de mais uns 15 minutos de caminhada chegamos a van. Os pneus eram lisos como os de Formula 1.. RS... Um companheiro da excursão, canadense, ficou meio apavorado. Nós resolvemos seguir os conselhos dos nossos pais e avós: “Pega com Deus, meu filho!” RS... Felizmente deu certo!

Em seguida fomos conhecer o Vale de La Luna (fazia parte do roteiro). Saímos dos 5.400 metros do Chacaltaya para 2.700 do vale, tudo isso em La Paz. Vai dizer que a cidade não é pitoresca??

Bacana o Vale da Lua, uma formação argilosa natural. A geografia se assemelha ao solo lunar. Pelo menos é o que dizem os que conhecem os dois lugares... RS... Fizemos fotos bacanas e contamos com a inspiração do nosso guia nas explicações. Tudo devidamente filmado!

Estávamos cansados, mas, era o último dia de fazer compras. Foi o que fizemos! Impressionante como colocam preço nas coisas de acordo com nossa cara...RS... Esprememos e fizemos boas compras!

Depois foi dar uma atualizada no blog e preparar pra dormir.

Sairíamos no dia seguinte rumo a Copacabana!

Besos

Thiago, Rachel e Pulga

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

COCHABAMBA – 05 E 06 DE FEVEREIRO – QUINTA E SEXTA-FEIRA

Olá amigos, saudades...

Hoje estamos em Puno, já no Perú! Sao 20h09.

Aqui, uma hora a menos que na Bolívia, ou seja, menos três horas que o Brasil.


AQUI FALAMOS DE COCHABAMBA E EM BREVE ESCREVEREMOS SOBRE LA PAZ, COPACABANA, ILHA DO SOL E PUNO.


Cegamos a Cocha, como dizem por aquí. A rodoviária é um caos. Confessamos ter nos assustado um pouco, afinal, era noite.

Sem muitas informaçoes sobre a cidade (os guias falavam pouco) decidimos por um hotel que tinhamos boas referências. O hotel era bem mais caro do que pagávamos até entao, mas, nao poderiamos fazer muito a nao ser, negociar e tentar melhorar o preço, o que houve. Como detalhe, lá estava hospedado uma equipe de futebol, o La Paz. Nao conhecíamos!!

Resolvemos nao sair pela noite, a cidade parecia sombria e, já nos flyers informativos, havia informaçoes sobre cuidados com roubo, etc.. Já viram né? Um pé na frente e outro atrás.

No dia seguinte, fizemos check-out e deixamos as mochilas guardadas no hotel. Embora cabreiros, tudo parecia bem tranquilo.

Cocha é bacana, conhecemos o CRISTO DE LA CONCÓRDIA, que é maior que o do nosso querido Rio de Janeiro, embora nao alcance os pés de sua beleza. Pudemos ver toda a cidade lá de cima! Muito interessante! Grande!

Depois do cristo, trocamos outros pontos turísticos que nao pareciam tao interessantes, por um tempo pra fazer compras, o melhor lugar pra comprar na Bolívia!!

Ao chegar no hotel tentamos tomar um banho, mas, o dono um véio mala (outro) nao abriu mao. Felizmente, conseguímos em um Hostal próximo e nos dirigimos a rodoviária.

Dessa vez, fomos pra La Paz em BusCama, muito mais confortável e cheirosinhos!!! Rs

Amanha estaremos em Cuzco e escreveremos sobre La Paz e mais!!

Besos

Thiago, Rachel e Pulga.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"ERXPETACULAR!!!"

Ae Galera!! Tudo bem?


Nem vamos justificar o tempo ausente no blog, mas, realmente, tem sido muito dificil conciliar o tempo aqui com o horario das lan houses.

Estamos em La Paz sao 22h57. Hoje, tentaremos ser mais objetivos, já que, temos muito a contar, mas, aqui fecha às 23h.

VEJAM SOBRE O UYUNI E ORURO!!!

Abs,

Thiago, Rachel e Pulga

ORURO – 05 DE FEVEREIRO – QUINTA-FEIRA

Após uma viagem tranquila (dormimos praticamente as 7 horas de viagem), chegamos a Estaçao Ferroviária de Oruro às 7h da manha e fomos para a rodoviária deixar nossas mochilas no guarda-volumes e acertar sobre o ônibus para próximo destino. De lá fomos à Plaza 10 de Febrero procurar algum lugar para tomar um Desayuno (café da manha). Eita povo que gosta de praça viu! Rsrsrs! Por incrível que pareça nao havia quase nenhum comércio aberto (abrem lá pelas 10h).

Famintos e sem alternativas procuramos uma lan house para fazer a última postagem, no caminho cruzamos com uma bandinha e alguns folioes se preparando para as festividades do Carnaval (que por sinal é muito tradicional em Oruro). Achamos uma lan bacana e por lá ficamos de 9h às 14h!!! Depois, exaustos e ainda famintos, fomos almoçar em um bar/restaurante, a princípio meia boca, perto da praça e tivemos uma grande surpresa pois foi um almoço e tanto.
Cerca de 3h da tarde fomos à Iglesia de La Virgem de Socavón, padroeira dos mineiros. Junto à igreja fomos também há 2 museus, o primeiro com culturas da cidade (colonizaçao, carnaval, etc) e o segundo em uma mina parcialmente desativada (esta mina sim, tinha estrutura para turismo, entretanto nao chega nem perto da aventura em Potosí). Depois deste passeio fomos para a rodoviária e pegamos o ônibus para Cochabamba. Detalhes: no ônibus havia de tudo, inimaginável!!! Chola com “CC” danado, pessoas comendo de tudo (frango assado...) e esse cheiro de comida, chulé e suor nos fez lembrar de algumas viagens à Jequitinhonha.


Estaçao Ferroviária de Oruro

UYUNI – 03 E 04 DE FEVEREIRO – TERÇA E QUARTA-FEIRA

A estrada de Potosi para Uyuni é um caos, vocês nao imaginam.. rs

Saímos de Potosí as 11h00 e demoramos cerca de 7 horas em uma estrada de terra. Tudo muito seco, pra mantar nossos amigos de Brasília de inveja!! Rs

O ônibus era sem banheiro e só parou porque o pneu furou... rs... Se nao, ia direto!! No trajeto, muitas paisagens bonitas e muitas, mas, muitas llamas! Conhecemos no ônibus um casal de argentinos muito bacanas, Nicolas e Cintia, torcedores do Boca... Conversamos sobre tudo, principalmente futebol!

Chegamos a Uyuni sem maiores problemas já que os desfiladeiros já sao parte da paisagem comum.

Em Uyuni, fomos abordados por várias pessoas querendo oferecer pacotes e hospedagem. Meio lei da selva mesmo!! No interessou uma senhora, com nome de Maria que ofereceu carona, sem compromisso ate a avenida da ferroviaria, de onde sairíamos no dia seguinte. Maria ainda fez contato com a estaçao ferroviaria. Resultado: A bilheteria fecharia em 10 minutos e só havia 4 passagens para Oruro. Precisavamos de 3.... Entramos no carro de Maria e fomos à ferroviária! Felizmente ainda havia passagens, nao, na melhor classe, o que queriamos, mas, na segunda. Maria tentaria trocar as pasagens pra nós no dia seguinte, mas, nao conseguiu.
Depois, Maria nos indicou um hostal que ficava ao lado de sua agência de turismo e em frente a ferroviária. Por gratidao à Maria resolvemos ficar la mesmo... O preco era compativel com o que estamos pagando em todos os lugares.

Hospedados, fomos a agência de Maria fechar o passeio de um dia apenas. A maioria das pessoas faz o de três, indo até Atacama no Chile! Uma pena termos tao pouco tempo!

Uyuni é uma vila, ponto de partida para o deserto de sal. Muito linda, parece um pouco cidades praianas tipo Dunas de Itaúnas. Muitos turistas, o que deixa as compras bem caras!

A noite, como em desertos, a temperatura cai sensivelmente!

Estavamos imundos devido a poeira da estrada de terra. A Rachel conseguiu tomar o banho o Pulga, em outro quarto conseguiu tomar meio e o Thiago, nao tomou! Porque? A luz acabou! A água estava gelada! Felizmente depois de cerca de duas horas a luz voltou e o Thiago pôde ficar cheirosim....rs
Saímos para tomar uma cerveja com nossos amigos argentinos. Dessa vez a cerveja foi Huari, André! Nao pudemos demorar porque o hostal, agora podemos falar, é uma merda e tem toque de recolher a meia noite...rs. Devemos confessar que Maria pisou na bola com hospedagem!

Enfim, dormidos, acordados, passeamos um pouco pela cidade e em seguida fomos ao passeio que saiu as 10h45. Para nosso azar, o Salar nao estava com água, o que o deixa, uma das paisagens mais lindas do mundo!

Nao pudemos reclamar! O Salar é lindo de qualquer jeito! Fomos nos três, mais três outros argentinos que ficaram bons amigos, Raul, Thomas e Francisco.

Nosso guia era o Juan. Gente boa embora tenha nos assustado quando ameaçou deixar dois argentinos pra trás porque demoravam a voltar ao carro...rs Detalhe, isso aconteceu quando o pneu do carro furou e fomos tirar fotos com as llamas.

Comecamos passando pelo cemitério de trens. Um local onde foram abandonados vários vagoes e locomotivas antigos e estao como sucataca, enferrujando. Muito bacana! Deu pra fazer altas fotos e videos. Em seguida passamos pelo museu de sal que tem várias esculturas bacanas e ainda pudemos comprar umas prendas!

Em seguida fomos ao salar efetivamente. Em um ponto específico, Juan parou pra “sacarmos” umas fotos. Bacana! Claro que teve gente lambendo o chao para ver se era de sal mesmo! Impressionante, só sal. Nada de areia, nada de nada, somente sal e compacto, capaz de conseguir segurar o peso de um carro ou vários que fazem o caminho.

Nos chamou muito a atencao várias cruzes que tem ao longo do deserto. Segundo Juan, já aconteceram muitas mortes por lá por batidas de carro. Muito estranho... Um espaco aberto sem fim, nao há estrada, pode-se passar por qualquer lugar... E como dois carros se colidem de frente e deixam o saldo de 6 mortos? Esse é um dos mistérios do Salar...

Nossa próxima parada foi uma ilha no meio do deserto. Uma reserva natural com plantas que necessitam de pouca água, inclusive cactus milenares. Foi lá que almocamos, nada de mais, mas, a tempo e a hora. Depois, circulamos por toda a ilha e fizemos belas fotos. O clima era agradável, parecia que o sol nao queimava por causa do vento, mas, só parecia..rs

Saindo da ilha ainda tivemos tempo de fazer algumas fotos fantásticas que postaremos em breve!!

Estavamos programados para assistir ao por do sol no Salar, entao saímos, em seguida, para nossa próxima parada, o hotel de sal. Exatamente! Um hotel com tudo de sal desde parede, mesa, decoraçao e até a cama (menos colchao). Muito lindo! As cholas que tomam conta de lá adoram o Evo, com foto na parede e tudo. Além disso, sao bem mercenárias e pediram pra comprar algum produto que vendem com o preço bem acima da média... Como míseros brasileiros, comprarmos 3 popcards...kkkkkkk

Ah, nesse momento o sol já baixava e o frio nos cortava!
Em seguida fomos para um local de onde brota água do chao, borbulhante, mas, nao quente. Nosso guia explicou que era água que saia do vulcao mais ou menos próximo de lá. No trajeto, perdia a temperatura...

Na sequência fomos a nossa última parada, os montes de sal. Diversos “montinhos de sal” que sao estraídos manualmente para posteriomente serem levados as industrias para refinamento. De la assistimos um belíssimo por do sol há um frio de 5 graus com pouca roupa de frio e ainda de bermuda...rs

A noite voltamos para a cidade. Tinhamos feio o check-out antes do passeio pra nao pagar outra viagem. A Maria, guardou nossas mochilas e nos indicou um albergue que nos deixava tomar banho por 9 bolivianos. Fomos até lá, mas, uma senhora, muito enjoada por sinal, disse que havia pouca àgua, somente para os hospedes. Ficamos meio desesperados, já que, suados de um dia no deserto nao poderiamos viajar assim, apesar de melhor do que no dia da estrada de terra.

Fomos ao nosso albergue e o véio antipático que toma conta, provavelmente o dono, nao quis abrir a excessao. Nossa última esperanca foi o alberque que nossos amigos Nicolas e Cintia ficaram. O Pulga conversou com o dono que deixou por 15 bolivianos e ainda baixou para dez pela negociaçao do Pulga. Fantástico! O albergue era melhor, mais barato, sem toque de recolher e com o dono muito mais bacana! Essa a Maria nos deve.

Banho tomado, fomos comer uma surpreendente e boa pizza. Em seguida, fomos para a estaçao ferroviária aguardar nosso trem que sairia as 0h00 rumo a Oruro.




Que infra hein?!

Cemitério de Trens


Paredes do Hotel de Sal (é salgado mesmo!!!)



Ilha de Cactus do Salar


Por do sol no Salar, ERXPETACULAR!!!!

Oia nois aí gente!!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ESTAMOS VIVOS!!!

Salve amigos,

¿Todo bien?

Aqui estamos muito envergonhados… (rs)

Prometemos escrever sempre, mas, infelizmente falhamos! (rs)
Desde nossa ultima postagem, entramos em um ritmo alucinante e parecia que com quatro dias de viagem, já tinham uns dez.

Bem, vamos tentar contar um pouco do que vivemos até agora.

Hoje, estamos em Oruro e são 13h32, horário local.

CONFIRAM AS NOVAS POSTAGENS DE SANTA CRUZ, SUCRE E POTOSÍ ABAIXO!!!!

Não postamos fotos ainda porque não conseguimos descarregar as câmeras. Tentaremos colocar no próximo.

Estamos adorando os recados de vocês!!! Escrevam sempre, vamos tentar ser mais rápidos.

Hoje vamos a Cochabamba e em breve postaremos sobre Uyuni, Oruro e Cocha!

Como dizia o Zorro naquele antigo seriado:

Adíos amigos,

Besos

Thiago, Rachel e Pulga

POTOSÍ? POTOSÍ? - 01 e 02.02 - DOMINGO/SEGUNDA

POTOSÍ? POTOSÍ? - 01.02 - DOMINGO

Chegamos a POTOSÍ por volta de 21h30. A cidade é maravilhosa! Desembarcamos na PLAZA 10 DE NOVIEMBRE e fomos procurar, com auxílio dos nossos guias, um local para nos hospedarmos. Impressionante, como uma curta caminhada pode demorar e cansar com altitude de 4.200 metros, além das mochilas pesadas, é claro!

Chagamos ao La Casona Hostal. Lá tivemos contato com a primeira galera que fazia viagens parecidas com a nossa. Surpreendentemente o La Casona é fantástico! Muito bem estruturado e localizado e sem falar na ducha quente e com muita água.

A temperatura caiu rapidamente e acreditamos ter chegado a uns 7 graus.

Estávamos famintos e fomos à rua procurar um bom local pra comer. Tudo estava fechado e as ruas quase desertas. Subir e descer as ladeiras estava muito difícil. Quando já tínhamos desistido, no caminho de volta, encontramos uma lanchonete com a porta meio fechada. Resolvemos arriscar, nos demos bem!

A lanchonete era temática! Uma casa de jogos, mas, nada convencional! Os jogos eram todos de resistência. Como? Choque!! É.. Laser Shot que quem toma o tiro leva choque (rs) Quem tirar a mao do choque primeiro, perde! Coisas assim... Um sanduíche para cada um e boas risadas! Perfeito para o soturno fim de noite, tirando a coca-cola boliviana que é péssima!

POTOSÍ? POTOSÍ? -02.02 – SEGUNDA-FEIRA

O Pulga acordou com mal estar e náuseas, mas, depois de uma Soroche Pill e um chá de coca estava pronto para o que faríamos de melhor até então, a visitação em uma mina de prata ativa.
Acordamos as 08h00, realmente falta ar, nos preparamos para a excursão à mina que sairia as 09h30.

Fomos em um microônibus, até um local aonde deixaríamos nossas coisas. Levaríamos o mínimo necessário. Forneceram-nos botas de borracha, calças, jaquetas, capacete, lanterna e uma mochila aonde pudemos colocar câmeras e objetos de valor. Tudo estava imundo, é claro, mas, fazia parte da aventura.

Em seguida, fomos levados a uma rua onde fica o comércio dos mineiros. O Renan, nosso guia, explicou como funcionava a dinamite e como faziam para usá-la. Lá se pode comprar dinamite livremente por quatro bolivianos, pouco mais que um real! Sorte deles que não somos terroristas!!! (hehehe)

Compramos uma dinamite para dar de presente ao mineiros. Compramos também HOJAS DE COCA, para mascar. Segundo explicações do Renan, ela melhora a respiração, inibe a fome e a sede e espanta o cansaço físico. Deveríamos retirar o miolo e mastigar tudo em um lado só da boca formando um bolo. A cada quinze minutos deveríamos também mastigar junto um “catalisador”, que é péssimo, e segundo o Renan, este devolve o sabor das HOJAS.

Ah, aos nossos pais, chá e folha de coca não deixa ninguém doidão, viu??? (rs)

Em seguida fomos à mina. Renan explicou como deveríamos nos portar quanto à segurança. Caminhamos sobre os trilhos e muita lama. Ele disse que não deveríamos conversar porque precisava ouvir os sons da mina e, a qualquer hora, poderia vir em nossa direção um carrinho de ferro com os minerais, pesando uma tonelada.

Caminhamos a maior parte do tempo agachados por um percurso de uns 1.000 metros. Às vezes parávamos para descansar, mas, logo retomávamos o caminho. Era muito difícil de respirar, já que, alem da altitude havia muita poeira. A parte mais difícil consistia em subir um paredão de uns 8 metros com o auxilio de uma corda. Depois desse paredão paramos um pouco para descansar, conversar e dar os presentes aos mineiros que estavam descansando após o trabalho. Por lá ficamos cerca de uma hora e Renan explicou com detalhes como os mineiros vivem, quanto ganham, como o governo não os apóia, etc.. É sem duvida um trabalho árduo que, temos certeza, se pudessem fariam outra coisa. Entre eles, conversam na maioria do tempo em Quéchua, um idioma de origem incaica. Eles mascam folhas de coca como comemos pipoca no cinema, ou seja, uma atrás da outra. As bochechas chegam a ficar deformadas. A maioria dos bolivianos tem dentes estragados e, nos chamou atenção, um dos mineiros que tinha seis dentes da frente de ouro. Feio demais! Ah, nesse momento a barriga da Rachel roncava de tal forma que as outras pessoas do grupo que nos acompanhava devem ter pensado que havia um urso ou dragão lá dentro!! Disse que era fome. Talvez não tivesse mascado tantas folhas de coca como os mineiros..rs

Os mineiros cultuam o diabo que chamam de EL TÍO. Ele é o protetor das minas e é para ele que pedem graças e prosperidade. Cada mina tem uma imagem do Tio e nela, a cada semana, os grupos de mineiros passam pra colocar um cigarro na sua boca jogar folhas de coca em suas mãos e pés. Ainda nas mãos fica uma garrafinha de álcool 96% (tipo aquele nosso álcool de cozinha). Sempre que visitam o Tio ainda tomam um trago desse álcool. Ainda vale ressaltar duas coisas, o tio tem um pinto gigante que fica a mostra e outra coisa, quando eles querem uma graça muito grande, principalmente ligada a dinheiro, fazem oferendas ao Tio, enterrando aos seus pés, fetos de LLAMA.

Tudo isso que dissemos é pouco e não encontramos palavras pra explicar a sensação que tivemos ao visitar a mina. Fantástico! O mais interessante é que não é nada preparado para turistas, ou seja, tudo acontece como se não estivéssemos lá e o mesmo serve para descrever a estrutura.

Voltamos à cidade umas 15h30. Por ser segunda-feira, nada fazia lembrar a tranqüilidade e a paz do dia que chegamos. O trânsito é caótico e não sabemos de onde surgiu tanta gente. Comemos um lanche péssimo na Confeitaria Santa Clara.

Mais tarde saímos para jantar e comemos uma autêntica carne de Llama ao molho de ervas. Muito boa! Tomamos também a Cerveja Potosína de um litro, tradicional por aqui. Ah, quase todas as bebidas são quentes eles não tem hábito de colocar gelo nas coisas. Servem drinques a base de café frio e coca-cola, sucos e cerveja quentes.

Conhecemos muitas pessoas de outros países e pegamos vários contatos para quando quisermos visitar a França ou outros lugares.

No dia seguinte acordamos, o Pulga foi visitar o MUSEO CASA DE LA MONEDA e fez belas fotos. Em seguida fomos para o terminal rodoviário aonde pegaríamos o ônibus para o Uyuni, outra aventura fantástica que contaremos no próximo post.

Castomás, achamos que deve ter algum parente próximo seu por aqui. O Renan parecia seu tio, verás nas fotos!!! (rs)


Catedral na Praça 10 de Novembro

Os "Mineiros"


Nosso guia e Tio do Castomás, Renan!

SUCRE -01.02 - DOMINGO

Chegamos ao aeroporto e resolvemos tomar um taxi até o terminal rodoviário. Não pernoitaríamos em SUCRE, por isso, deixamos as malas no guarda-volumes. O clima estava agradável!

De lá, tomamos um ônibus até a PLAZA 25 DE MAYO. A praça tem construções belíssimas, estava extremamente tranqüila e vazia por tratar-se de um domingo. Fizemos várias fotos interessantes! Ah, inesperadamente quando estávamos bem no meio da praça a Rachel foi atingida por um balão cheio dágua. Não sabíamos o motivo, mas ficamos revoltados, deu vontade de bater em um alemão idiota que supúnhamos ser o autor da “obra”. Aos poucos fomos percebendo que outras pessoas também estavam fazendo o mesmo... Estranho?!

Ao sairmos da praça o Pulga viu que alguém, em um carro que passava, iria acertar outro balão em um casal que passava. A reação dele foi simples: Gritou: Cuidado! Cuidado! O casal não entendeu nada. Ah, o detalhe da história é que as crianças que estavam no carro também tinham reservado uma surpresa pra ele. Pulga foi o atingido!

Não entendendo o que acontecia, saímos da praça em sentido ao supermercado. Lá, encontramos o Melo, preparador físico do Palmeiras, que jogaria com o saudoso Real Potosí na quarta-feira. A delegação estava se aclimatando a altitude. Muito solícito, conversamos um pouco e tiramos uma foto! Quanto ao supermercado era bacana, muitos produtos brasileiros! Um tanto quanto surpreendente!

Conversamos com um policial e perguntamos sobre a história dos balões d água e ele nos explicou que era uma brincadeira do pré-carnaval de lá. Ficamos um pouco mais conformados.
Ao retornarmos a praça foi a vez do Thiago ser atingido. Dessa vez, não por um balão, mas, por um jato d água bem na nuca (rs), daquelas metralhadoras que usávamos na infância.
De volta à praça encontramos um milhão de pessoas com balões, baldes, metralhadoras, nos carros, a pé... Um verdadeiro campo de batalha. Tratamos de conseguir um restaurante para almoçarmos e fugirmos da água. Conhecemos um garçom brasileiro com quem conversamos um pouco. O cara era de Corumbá e fazia faculdade de odontologia em Sucre, detalhe, o cara era meio banguelo. Ele nos atendeu bem, gente boa, Erik. Ah, a comida não foi nada boa!

Pegamos um taxi até o terminal rodoviário.

A altitude já começava a incomodar, afinal, estávamos a 2.750 metros. Compramos em uma farmácia as famosas e eficientes “Soroche Pills” ou pílulas que combatem o efeito do “mal da altitude”.

Em Sucre já encontramos os primeiros parentes distantes do Castomás e algumas CHOLAS.
Pelo horário (eram cerca de 18h30) e pelo conforto, decidimos ir até Potosí de taxi. A diferença financeira era desconsiderável. A temperatura caiu rapidamente e já incomodava!

A estrada era até boa, asfaltada e tudo, mas, só subia. No taxi passou um filme horrível do Jackie Chan dublado em espanhol! (rs)

Minutos antes do 1º balao dágua...


Nós e o Melo do Palmeiras


1º parente do Castomás, Eric (Brasileiro, estudante e garçom em Sucre)

SANTA CRUZ DE LA SIERRA - 31.01 - SÁBADO

Ainda em Santa Cruz, ao sairmos da lanhouse, fomos até a praça 24 de Setembro como havíamos dito.

Impressionante!!! Coincidência ou não, a praça que, diga-se de passagem, é maravilhosa à noite, estava movimentada em função de um pré-carnaval. (Depois descobrimos que este pré-carnaval, é tradição na Bolívia)

Fizemos muitas fotos bacanas, a BASÍLICA MAYOR DE SAN LORENZO é belíssima! Conhecemos a CASA DE LA CULTURA de Santa Cruz que tinha uma exposição de arte muito massa!

Santa Cruz realmente não se parece com as demais cidades da Bolívia. Com muita influência espanhola, as pessoas, em geral, têm traços mais finos e nada da cultura Quéchua. Ah, amigos solteiros, muita mulher!!

A população é totalmente contra o Evo. Na praça, havia banners e faixas de ordem contra o governo, herança do recente plebiscito.
Procurávamos um bar onde pudéssemos tomar uma cerveja gelada e comer algo, afinal, o dia seguinte seria árduo. Encontramos!! No quarto andar de um shopping, em frente à praça, havia um Pub muito bacana, parecia bar brasileiro e muito bem freqüentado. De lá, pudemos assistir ao desfile do pré-carnaval (diferente do Brasil, mas, interessante) e degustar a tradicional Corona, uma cerveja mexicana que nosso amigo Junger tanto tomou nos EUA.

No dia seguinte fomos ao aeroporto pegar um vôo sentido Sucre.

O aeroporto estava um caos e, a partir deste momento, começamos a perceber que a miséria boliviana não existe simplesmente por questões geográficas, mas, também pela educação ou falta dela de seu povo. As pessoas furam filas e querem levar vantagem sobre tudo e todos.
O vôo foi tranqüilo, o avião era grande, mas, não era novo. Nada que comprometesse os rápidos 40 minutos. Chegamos a Sucre às 13h40.

Ah, não podemos deixar de falar, no avião havia um “CHICO”, de uns três ou quatro anos com su madre. Este menino ficou a viagem inteira brincando de falar nomes de cidades e países. Muito engraçado, a cada local, ele repetia Potosí e ria... Assim: Santa Cruz? Potosí? África? Potosí? Sucre? Potosí? Chile? Potosí? Potosí? Potosí? Potosí? ... Aff... Já viram né? Virou “a vinheta” da viagem!!
Teclado mais sofisticado do mundo!!! rsrsrs
Basílica Mayor de San Lorenzo
La Plaza de Armas de Santa Cruz