Acima de tudo, grandes amigos!
Thiago e Rachel são casados, o Pulga, padrinho desse casamento.

Somos três mineiros em busca de conhecer o que há de melhor no mundo. Mochilão nas costas e pé na estrada!

Acompanhe nossas peripércias nas longínquas "Terras do Castomás"!

Hasta la vista

Thiago, Rachel, Pulga

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

UYUNI – 03 E 04 DE FEVEREIRO – TERÇA E QUARTA-FEIRA

A estrada de Potosi para Uyuni é um caos, vocês nao imaginam.. rs

Saímos de Potosí as 11h00 e demoramos cerca de 7 horas em uma estrada de terra. Tudo muito seco, pra mantar nossos amigos de Brasília de inveja!! Rs

O ônibus era sem banheiro e só parou porque o pneu furou... rs... Se nao, ia direto!! No trajeto, muitas paisagens bonitas e muitas, mas, muitas llamas! Conhecemos no ônibus um casal de argentinos muito bacanas, Nicolas e Cintia, torcedores do Boca... Conversamos sobre tudo, principalmente futebol!

Chegamos a Uyuni sem maiores problemas já que os desfiladeiros já sao parte da paisagem comum.

Em Uyuni, fomos abordados por várias pessoas querendo oferecer pacotes e hospedagem. Meio lei da selva mesmo!! No interessou uma senhora, com nome de Maria que ofereceu carona, sem compromisso ate a avenida da ferroviaria, de onde sairíamos no dia seguinte. Maria ainda fez contato com a estaçao ferroviaria. Resultado: A bilheteria fecharia em 10 minutos e só havia 4 passagens para Oruro. Precisavamos de 3.... Entramos no carro de Maria e fomos à ferroviária! Felizmente ainda havia passagens, nao, na melhor classe, o que queriamos, mas, na segunda. Maria tentaria trocar as pasagens pra nós no dia seguinte, mas, nao conseguiu.
Depois, Maria nos indicou um hostal que ficava ao lado de sua agência de turismo e em frente a ferroviária. Por gratidao à Maria resolvemos ficar la mesmo... O preco era compativel com o que estamos pagando em todos os lugares.

Hospedados, fomos a agência de Maria fechar o passeio de um dia apenas. A maioria das pessoas faz o de três, indo até Atacama no Chile! Uma pena termos tao pouco tempo!

Uyuni é uma vila, ponto de partida para o deserto de sal. Muito linda, parece um pouco cidades praianas tipo Dunas de Itaúnas. Muitos turistas, o que deixa as compras bem caras!

A noite, como em desertos, a temperatura cai sensivelmente!

Estavamos imundos devido a poeira da estrada de terra. A Rachel conseguiu tomar o banho o Pulga, em outro quarto conseguiu tomar meio e o Thiago, nao tomou! Porque? A luz acabou! A água estava gelada! Felizmente depois de cerca de duas horas a luz voltou e o Thiago pôde ficar cheirosim....rs
Saímos para tomar uma cerveja com nossos amigos argentinos. Dessa vez a cerveja foi Huari, André! Nao pudemos demorar porque o hostal, agora podemos falar, é uma merda e tem toque de recolher a meia noite...rs. Devemos confessar que Maria pisou na bola com hospedagem!

Enfim, dormidos, acordados, passeamos um pouco pela cidade e em seguida fomos ao passeio que saiu as 10h45. Para nosso azar, o Salar nao estava com água, o que o deixa, uma das paisagens mais lindas do mundo!

Nao pudemos reclamar! O Salar é lindo de qualquer jeito! Fomos nos três, mais três outros argentinos que ficaram bons amigos, Raul, Thomas e Francisco.

Nosso guia era o Juan. Gente boa embora tenha nos assustado quando ameaçou deixar dois argentinos pra trás porque demoravam a voltar ao carro...rs Detalhe, isso aconteceu quando o pneu do carro furou e fomos tirar fotos com as llamas.

Comecamos passando pelo cemitério de trens. Um local onde foram abandonados vários vagoes e locomotivas antigos e estao como sucataca, enferrujando. Muito bacana! Deu pra fazer altas fotos e videos. Em seguida passamos pelo museu de sal que tem várias esculturas bacanas e ainda pudemos comprar umas prendas!

Em seguida fomos ao salar efetivamente. Em um ponto específico, Juan parou pra “sacarmos” umas fotos. Bacana! Claro que teve gente lambendo o chao para ver se era de sal mesmo! Impressionante, só sal. Nada de areia, nada de nada, somente sal e compacto, capaz de conseguir segurar o peso de um carro ou vários que fazem o caminho.

Nos chamou muito a atencao várias cruzes que tem ao longo do deserto. Segundo Juan, já aconteceram muitas mortes por lá por batidas de carro. Muito estranho... Um espaco aberto sem fim, nao há estrada, pode-se passar por qualquer lugar... E como dois carros se colidem de frente e deixam o saldo de 6 mortos? Esse é um dos mistérios do Salar...

Nossa próxima parada foi uma ilha no meio do deserto. Uma reserva natural com plantas que necessitam de pouca água, inclusive cactus milenares. Foi lá que almocamos, nada de mais, mas, a tempo e a hora. Depois, circulamos por toda a ilha e fizemos belas fotos. O clima era agradável, parecia que o sol nao queimava por causa do vento, mas, só parecia..rs

Saindo da ilha ainda tivemos tempo de fazer algumas fotos fantásticas que postaremos em breve!!

Estavamos programados para assistir ao por do sol no Salar, entao saímos, em seguida, para nossa próxima parada, o hotel de sal. Exatamente! Um hotel com tudo de sal desde parede, mesa, decoraçao e até a cama (menos colchao). Muito lindo! As cholas que tomam conta de lá adoram o Evo, com foto na parede e tudo. Além disso, sao bem mercenárias e pediram pra comprar algum produto que vendem com o preço bem acima da média... Como míseros brasileiros, comprarmos 3 popcards...kkkkkkk

Ah, nesse momento o sol já baixava e o frio nos cortava!
Em seguida fomos para um local de onde brota água do chao, borbulhante, mas, nao quente. Nosso guia explicou que era água que saia do vulcao mais ou menos próximo de lá. No trajeto, perdia a temperatura...

Na sequência fomos a nossa última parada, os montes de sal. Diversos “montinhos de sal” que sao estraídos manualmente para posteriomente serem levados as industrias para refinamento. De la assistimos um belíssimo por do sol há um frio de 5 graus com pouca roupa de frio e ainda de bermuda...rs

A noite voltamos para a cidade. Tinhamos feio o check-out antes do passeio pra nao pagar outra viagem. A Maria, guardou nossas mochilas e nos indicou um albergue que nos deixava tomar banho por 9 bolivianos. Fomos até lá, mas, uma senhora, muito enjoada por sinal, disse que havia pouca àgua, somente para os hospedes. Ficamos meio desesperados, já que, suados de um dia no deserto nao poderiamos viajar assim, apesar de melhor do que no dia da estrada de terra.

Fomos ao nosso albergue e o véio antipático que toma conta, provavelmente o dono, nao quis abrir a excessao. Nossa última esperanca foi o alberque que nossos amigos Nicolas e Cintia ficaram. O Pulga conversou com o dono que deixou por 15 bolivianos e ainda baixou para dez pela negociaçao do Pulga. Fantástico! O albergue era melhor, mais barato, sem toque de recolher e com o dono muito mais bacana! Essa a Maria nos deve.

Banho tomado, fomos comer uma surpreendente e boa pizza. Em seguida, fomos para a estaçao ferroviária aguardar nosso trem que sairia as 0h00 rumo a Oruro.




Que infra hein?!

Cemitério de Trens


Paredes do Hotel de Sal (é salgado mesmo!!!)



Ilha de Cactus do Salar


Por do sol no Salar, ERXPETACULAR!!!!

Oia nois aí gente!!!

Um comentário:

  1. Oi meninos! tá tudo bem aí? Não deixem de dar notícias, fico preocupada. Aqui tá tudo bem.Estive no apto de vcs e está tudo em ordem.
    Tomem cuidados e divirtam-se. A viagem parece estar muito legal, estou gostando das notícias!

    Muitos beijos,Fiquem com Deus!
    Mamãe

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